MEI pode ganhar 2º funcionário e teto de R$ 120 mil — o que o governo estuda
O governo federal estuda permitir que o MEI contrate até dois funcionários — hoje o limite é um, recebendo salário mínimo ou o piso da categoria. A informação foi divulgada nesta sexta (5) pela Agência Brasil. Na mesma mesa está outra mudança que mexe com mais gente: elevar o teto de faturamento anual, parado em R$ 81 mil, de forma escalonada até chegar a R$ 120 mil em 2028.
O gatilho da proposta é o debate sobre o fim da escala 6x1 no Congresso: com folgas adicionais, a avaliação técnica é que o microempreendedor vai precisar de mais mão de obra pra cobrir escala. Na negociação com a Câmara, parlamentares pressionam por tetos mais altos — entre R$ 130 mil e R$ 145 mil — e a equipe econômica resiste, com medo do buraco na arrecadação da Previdência. O pano de fundo é um país que abriu 2 milhões de pequenos negócios em 4 meses: o MEI virou a porta de entrada do empreendedorismo, mas a regra não acompanhou a inflação desde 2018.
Importante: nada disso vale ainda. Por mexer na Lei Complementar do Simples Nacional, a mudança precisa ser votada por deputados e senadores nos próximos meses — não sai por decreto.
O que isso muda pra você
- Não tome decisão baseada em manchete. A proposta está em estudo, não em vigor. Se você é MEI, a regra continua sendo 1 funcionário e R$ 81 mil de teto. Contratar o segundo agora é problema fiscal, não crescimento.
- Se você bate no teto, o gargalo pode afrouxar — em 2028. R$ 81 mil dá R$ 6.750/mês. Quem trava aí hoje não deve esperar a lei: o caminho imediato é subir margem com precificação, não segurar faturamento pra caber no regime.
- O recado nas entrelinhas: ficar pequeno de propósito tem custo. O próprio governo admite que muito empreendedor deixa de crescer só pra não sair do MEI. Se a sua estratégia é essa, a notícia é o lembrete de que ela limita o negócio inteiro.
Enquanto o Congresso decide, a única variável sob seu controle é quanto cada cliente vale. Faturar mais perto do teto com menos cliente — margem, não volume — é o jogo de quem é MEI em 2026.
Teto limitado pede cliente que paga mais — e custo de aquisição zero
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