Split payment fica para 2027 — mas a reforma já está na sua nota fiscal

A Receita Federal confirmou: o split payment — o sistema que retém o imposto automaticamente na hora do pagamento — só entra em vigor em 2027, e mesmo assim de forma opcional e restrita a operações entre empresas (B2B). A novidade tira a pressão de curto prazo, mas não cancela a reforma tributária. Desde 1º de janeiro de 2026, toda nota fiscal eletrônica já precisa destacar os novos tributos: CBS a 0,9% e IBS a 0,1%, as chamadas alíquotas-teste.
Na prática, 2026 é um ano de ensaio. Os valores aparecem na nota, mas ainda não são cobrados de verdade — e a multa por errar o preenchimento está suspensa no começo do ano. É a fase educativa antes de a cobrança real começar a subir a partir de 2027, quando a CBS substitui PIS e Cofins. O split payment ainda vai passar por projetos-piloto com empresas e bancos selecionados antes de valer pra todo mundo.
O ponto que mais mexe com quem vende online vem da Lei Complementar 214/2025: marketplaces como Shopee, Mercado Livre e Amazon passam a responder de forma solidária pelo imposto dos vendedores das suas plataformas. Traduzindo: a plataforma vira fiscal. Quem vende sem nota ou com cadastro torto tende a ser o primeiro a sentir o aperto. E não é miudeza — o e-commerce brasileiro deve movimentar R$ 260 bilhões em 2026.
O que isso muda pra você
- Organize a nota agora, não em 2027. O destaque de IBS e CBS já é obrigatório nas NF-e desde janeiro. Cadastro fiscal certo e emissão em dia deixaram de ser detalhe e viraram condição pra continuar vendendo em marketplace.
- Recalcule a margem contando com caixa mais curto. Hoje você recebe o valor cheio e paga o imposto depois. Com o split payment, o tributo sai antes de o dinheiro cair na conta. Mesmo lucro no fim, menos caixa girando no meio — e aperto de fluxo quebra negócio que era lucrativo no papel.
- Reduza a dependência de uma plataforma só. Quando o marketplace vira braço do fisco, a regra fica mais dura pra todo mundo. Ter canal próprio — site, lista de e-mail, audiência que é sua — é o que te protege de mudança de regra alheia.
A reforma não é o fim do mundo pra quem vende online — é um empurrão pra profissionalizar. Quem depende 100% de tráfego pago e de uma única plataforma fica exposto. Quem constrói audiência própria e um funil que não depende de marketplace decide o próprio preço.
Menos dependência de plataforma começa com conteúdo que vende
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Quero as 101 ideias →Fontes: Contábeis — Split payment começa em 2027 e será opcional no B2B · SEFAZ/AM — Novos campos do IBS/CBS passam a ser obrigatórios em janeiro de 2026